26 de mar de 2014

Simples Assim!



Num dado momento você para e reflete sobre tudo o que já passou: caminhos que percorreu, escolas que estudou, bandas que escutou na adolescência, melhores amigos que já não vemos, a comida que deixou de ser a sua predileta... Seja por escolhas pessoais, obrigação diária, desgaste ou simplesmente por um acaso inexplicável. A roda da vida gira, algumas coisas ficam, outras partem mas o amor e a felicidade que elas nos imputaram ficam pra sempre.

“Espere o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier...” (CPM 22).

Sérgio Alves


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20 de mar de 2013

Ah Aracaju!



O despertador toca: é hora de levantar, partir pro banho, escovar os dentes e seguir pra tomar um café da manhã reforçado: suco de mangaba, cuscuz, apelidado carinhosamente de teimosinho, pão Jacó, manteiga da terra e carne do sol. Quando acabo, já "aperriado" com o horário para ir "trabalhá" dou os dois gritos necessários pra começar o dia: "bença mãe" e "bença pai", pai que aliás, todos ficam "mangando" que eu sou 'cagado e cuspido' por ser tão parecido. Sigo pro ponto, olho pro céu, vejo um "casamento de raposa", rezando pra não vir chuva forte e "alagaju"; "pego" o meu Circular-alguma-coisa 01, passo pela beira-mar (que beira um rio), vejo os "tó-tó-tós", passo pelo maior quebra-molas do mundo, apelidado carinhosamente de Viaduto da Hermes Fontes e sigo até o DIA, pra de lá, "pegá" outro Busão.

Ah, DIA que me deixa em estado terminal, quem é que "aguenta" esses gritos dos vendedores de "sarôio", "mácasado" e "pé-de-moleque" de manhã cedo? Isso me faz lembrar dos vendedores de "adicuri" (lá no passado) e dos "guris" tocando triângulo, com uma lata de tinta nas costas, vendendo "cavaco-chinês". Mais eu não fico "retado", aproveito a demora do ônibus pra olhar um mapa da cidade que está ali exposto, que incrível a organização de minha cidade: além das ruas em Xadrez, percebo que as ruas do Bairro América são nomes de países, que as do Bairro Siqueira Campos são nomes de estados brasileiros e que as ruas do centro possuem nome de cidades sergipanas, uma vida toda aqui e não havia percebido isso.

Ó lá, chegou meu ônibus, bato e rebato com um monte de gente que quer entrar e  com um monte de gente que quer descer. Fila, pra quê fila? Nossa filosofia é chinesa... Vixe Maria, que "paía", não consegui um lugar pra sentar, mas, não vou ficar "barreado", vou aproveitar esse tempo em pé, antes que alguém fale comigo, já que em aqui todo mundo se conhece, pra inventar um "disdrobo" pra "gazear" o trabalho ou no mínimo ir embora mais cedo. Dizer que estou com uma dor do "cabrunco", já não cola, acho melhor "ficar quieto" e trabalhar, afinal, hoje é sexta.

Hora de voltar, aguardando o meu ônibus, passa um 'fio de uma quenga' com uma moto e pisa na poça pra molhar todo mundo. Molhado, subo no meu Circular-alguma-coisa 02, junto entra a gurizada do  EFRAIM/MANASSES, mais uma vez, pra vender seus produtos, continuando a viagem, sinto aquele fedorzinho de mangue na curva do Iate; já em casa, ligo pro meu pai, peço o carro e ele responde: estou voltando do 'mercadinho'. Eu espero, aquela fila do "gêba" deve estar enorme, ainda bem que meu velho tem mania de colocar o carrinho de compras numa fila e ficar na outra pra ver qual vai mais rápida. Entro no veículo, encontro a namorada, levo pra tomar um sorvete no Castelo Branco, sigo pra um restaurante na orla até a hora em que o Garçom me avisa que a cozinha está fechando (23:00hs). Na volta, passo na frente de um show,  vejo um monte de gente, sempre as mesmas 'caras', na frente do evento, passo por um posto de gasolina lotado de carro com som alto e logo em seguida, entro numa 'pousada' com hora fracionada.

Sábado de folga, o dia está meio lá e meio cá, se fizer sol, vou "pra praia", andar uma infinidade do calçadão até o mar, sentar numa cadeira e comer caranguejo, "caruru" no copinho e queijo derretido na hora. Em caso de chuva, independente do calor, é dia de usar casaco, com bermuda ou short. A noite, pensando num programinha mais light, vou pra o shopping assistir um filme no cinema, sempre, com a ligeira impressão de que todo a cidade teve a mesma idéia que eu. Se der sorte, não pego engarrafamento, afinal, Aracaju é a cidade com a maior quantidade de carros por metro quadrado, vale ressaltar que, destes, apenas 2% tem cor diferente de cinza/branco/preto...

Poderia prosseguir por horas, falando dessa cidade maravilhosa que tanto amo; falar de expressões como "Eitcha Pentcha", "bexiga", "Gota serena", "bichiguenta", "istôpô balaio", "Valeime", "Eita pêga", "Gastura", "Aquéte o faixo"; poderia falar de curiosidades como o Bar do Meio numa esquina, ou a estátua de Sílvio Romero na Praça Camerino, da Rua da Frente atrás da cidade; poderia falar de comidas como "batata doce", "fruta-pão", de castanha de caju torradinha, do bolo de Puba do Mercado Municipal; mas, por hora, vou preferir devotar o amor que sinto por minha terra natal: EU TE AMO ARACAJU!

"Da colina do Antônio vejo o rio, as ruas em xadrez, as casas e árvores e uma infinidade de pessoas! Vejo Aracaju e como é bom viver aqui..."
PARABÉNS PELOS SEUS 158 ANOS.
Sérgio Alves

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22 de jun de 2012

Políticas Públicas para a Juventude




Cerca de 30% da população brasileira, pouco mais de 50 milhões, é formada por jovens entre 15/29 anos [IBGE-2010]. Esta parcela dos brasileiros, apesar de sempre ter se apresentado com papel fundamental nos rumos da história do país e representar, por um processo natural, o futuro da nação, só foi reconhecida como setor da sociedade em Julho de 2010 com a aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 42/2008, conhecida como PEC DA JUVENTUDE, que incluiu o termo JOVEM na Constituição Federal (CF), em seu capítulo VII, que trata dos direitos e garantias fundamentais (a exemplo das crianças, adolescentes e idosos).

Como consequência desta PEC, vários projetos de lei que tramitavam na Câmara Federal e no Senado fundiram-se para conceber o texto do Estatuto da Juventude (Projeto de Lei 4529/2004) e promover aos jovens brasileiros, como dito anteriormente, direitos e garantias fundamentais. A importância desse texto é denotada quando analisamos os dados estatísticos: é nessa faixa etária que se concentram grande parte dos principais problemas da atualidade (drogas, violência, desemprego, etc.). Dentre muitos outros esse estatuto se coloca ainda como a oportunidade do estado brasileiro pagar uma dívida social histórica e planejar ações de curto, médio e longo prazos, que alavanquem o desenvolvimento social, econômico, tecnológico e científico do país.

Essa percepção (futuro x presente) carrega consigo a necessidade de planejamentos e ações dos governos e da população na formulação e execução de ações direcionadas (políticas públicas) para a juventude (PPJ) que visem proteger, capacitar e gerar oportunidades para eles: Cursos profissionalizantes, no geral, voltado às necessidades locais. Incentivo ao esporte com apoio a atletas, amparo a escolas de diferentes modalidades, promoção de torneios, construção de praças esportivas, etc. Valorização da cultura, inclusão digital, educação sexual, clínicas de reabilitação, transporte público, ensino de qualidade, alimentação, moradia, entre tantos outros. Beneficiando, de um modo geral, toda a sociedade.
Diante do exposto se faz necessário, antes que as consequências se tornem irreversíveis, que ocorra um grande pacto entre os governos e a sociedade civil no intuito de fomentar um lugar de destaque para as PPJ's no debate das políticas brasileiras. Investir na Juventude é economizar em vários outros gastos (em especial os judiciários) e incitar uma melhoria socioeconômica que trará ótimos resultados para o Brasil.

PS_ O governo do estado de Sergipe possui uma Coordenadoria Especial da Juventude, que contribui para o desenvolvimento da identidade e da autonomia dos (as) jovens sergipanos e assegura o efetivo trabalho no desenvolvimento das Políticas Públicas de Juventude - PPJ`s, articuladas como o conjunto das demais políticas públicas do Governo (http://www.juventude.se.gov.br/index.html). Conheça e contribua!

Sérgio Alves.

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23 de abr de 2012

As escolhas e os caminhos a serem trilhados


Algumas escolhas são impostas em nossas vidas. Não se trata de imposições dos pais ou relações familiares com cônjuge e filhos, trata-se de circunstâncias. Podemos abrir os caminhos, mas, no fundo, é a vida quem nos coloca cara a cara com as oportunidades. Pautamos uma vida em prol de algo que acreditamos ou queremos e, num dado momento dela, é preciso escolher entre a continuidade de um êxito duvidoso na estrada desejada e algo sólido e para o agora. É bem complexo, mas, precisamos escolher. A maioria escolhe o caminho mais fácil, a oportunidade sólida e para agora, afinal, nos dias de hoje, sonhos parecem inalcançáveis e a busca por uma situação confortável e sólida é, sem sombra de dúvidas, o trajeto a ser trilhado.  Alguns outros, insistentes, crentes na beleza dos seus sonhos, tentam continuar pelo caminho que "construiu", quando dá certo, a realização pessoal é bem maior, intensa, significativa e sentida, porém, quando do contrário, a sensação de frustação parece minar toda a coragem de levantar a cabeça e seguir em frente novamente.

É uma relação difícil, fazer o que não gosta, mas viver sem perrengues ou, pelo menos, com um mínimo de dignidade. Ou arriscar pelo caminho sonhado e construído, sabendo quão tortuoso ele é, ciente de que a possibilidade de tudo dar errado é sempre maior e, por fim, que você poderá ficar sozinho nesta escolha, uma vez que, muitos te julgarão negativamente por insistir em ser a água que vai furar a pedra.

O importante, como eu sempre digo, é escolher e estar ciente das consequências e/ou méritos e entender que acertando ou errando, você cumpriu o seu papel, afinal, as escolhas norteiam a vida. E lembre-se: não abaixe a cabeça jamais, não existe tempo ruim, tudo é uma questão de ponto de vista. Dias chuvosos são maravilhosos pra quem sofre com a seca, dias de calor são sonhos pra quem mora em lugares frios. Acredite em você mesmo, escolha e busque a felicidade.

Sérgio Alves

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Autor Sérgio Alves : Sem comentários

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